O Guru Autodidata





No caminho à Iluminação, a fosforescência me ofusca.

Revelações Preferidas, Favoritas e Prediletas do Guru



11.11.09


infiltrado


Lembrei! Farei assim: quando apresentar um conhecido, direi: "Este é um amigo meu"; e a pessoa a quem apresento saberá: "Provável é que seja só um conhecido, ou seja, babaca"; Mas, se eu disser: "Este é um amigo nosso", saiba-se que é alguém digno de ter o nome lembrado.

Como num desses programas do Discovery Channel, que tratam do anônimo e "sujo" glamour dos agentes infiltrados em "redes" mafiosas. Porquê aqueles policiais chamam esse cotidiano de glamorous? E glamour pode ser anônimo?

2.11.09


Alquimia Doméstica


O Guru usa copos de requeijão. Há nelas uma apelo cheap kitsch inimitável. Hoje, só marcas subpraemium ainda acondicionam seus lactáceos cremosos em embalagens vítreas. Dessas, as com rótulos celulósicos são de fácil desidentificação, um molho de poucas horas removerá até a cola. Há uma marca, porém, cujo nome não importa, cujo copo tem um formato extraordinário, proporcionando um ângulo, quando de seu uso oral, que impele líquidos não viscosos a uma velocidade perfeita goela abaixo. O problema é que seu rótulo é um filme de polipropileno aluminizado, aplicado com uma cola térmica também polimérica (e insolúvel).

Arrancar o rótulo já é difícil, mas a cola é quase impossível por meios convencionais. Calor, microondas, frio, areia, palha de aço, e a cola lá. Então, me lembrei das aulas de alquimia...

Cola gruda. Óleo desgruda. Com óleo a cola saiu. Algum óleo pode tirar quase qualquer tipo de cola.



31.10.09


Giovana


No Domingo, dia 11 de outubro de 2009 eu liguei para a rádio imprensa, a primeira FM do Brasil. Consegui pedir para o Ahmed mandar um feliz aniversário para quem estava comigo, e ainda disse que a programação da Imprensa está bombástica e interativa no Butantã. Mas,

Como que à sombra de uma vazante, passo por uma entressafra de acontecimentos inesperados. Sim, a serendipitylessness me atingiu...

Em função disso, recorro a minha memória. Se, como diz Lejeune, a ilusão biográfica faz ou pode fazer de mim um ideólogo de mim mesmo, pois que escolho as clivagens que narro, bem como sou meu entrevistador, autor e personagem, é válido que quando a memória é compartilhada, alguma legitimidade é compartilhada por uma personalidade que não é a mesma que acompanhou o fato original, como não sou eu. Águas sob as pontes. Mas o documento é um monumento ao futuro, diz Le Goff, então vejamos.

Estava com um bom amigo no Cu do Padre, ao lado da igreja de Pinheiros. A rua que os separa foi cimentada, tem muita coisa mudando por lá. Me lembro de ir lá e contemplar provolones e salames que ostentavam uma pelagem angorá-carvão. Alguém foi limpá-los, creio, e aquela textura virou uma gosma, mas quando não me lembro se quando estávamos lá aquela noite isso já havia acontecido. Sei que estávamos embalados ingesta etílica, e como lá fechou, atravessamos a rua. Entramos no bate-coxa, como rotulou meu amigo, e dividia o ambiente uma divisória feita com forro de pinus, envernizada. Pagar-se-ia um Real para atravessá-la e poder assistir uma performance fantástica, duas baixinhas com pelancas saindo por cima da cintura baixa (e por baixo dos apertados tops), e um magrelo no meio. Os três rebolando de costas para a pista, em seus short shorts de lycra®.
Indeferida qualquer intenção de gastar um Real naquilo, acotovelamo-nos no balcão. Uma velha saiu do nada, e começou a me ofender. Repliquei no mesmo nível, mas não me senti melhor.
Então, ela surgiu, Giovana. Disse: "Não liga pra ela não, porque ela cobra para dar, mas eu não, viu? Pra você eu dou de graça, meu lindo!". Sim, existe testemunha.
Para quebrar o gelo, que já teria sublimado se existisse, ela contou uma piada inesquecível...

24.10.09


speak as fast as Rural Areas


Iranian Uranium or Caucuses in Caucasus

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